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Curso Presencial - Dragão do Mar - Fortaleza (CE)

Contra-atacar: para entender e vencer a batalha cultural

Com o título "Contra-atacar: para entender e vencer a batalha cultural", o DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia realiza, em novembro de 2026, a terceira edição de seu curso anual. O objetivo é compreender a disputa ideológica e cultural contemporânea e construir estratégias para enfrentar o avanço da extrema direita. A hegemonia se constrói não apenas pela força, mas também pela capacidade de produzir sentidos, conquistar adesão e transformar determinadas ideias em senso comum. Atualmente, em diversas partes do mundo, é visível o avanço de valores associados à extrema direita, que ganha espaço neste contexto de crise e conta com as plataformas digitais para isso. Entender esse processo é condição para enfrentá-lo. O curso propõe, para tanto, uma análise crítica das formas contemporâneas de produção e circulação de ideias, articulando temas como plataformas digitais, jornalismo, cultura popular, movimentos sociais, juventudes e comunicação política. A proposta é investigar como determinados discursos ganham visibilidade, como são apropriados por diferentes públicos e quais estratégias podem ser construídas para disputar esses espaços. Serão reunidos pesquisadores, comunicadores, movimentos sociais, produtores de conteúdo e interessades em geral, com atuação no Brasil e em outros países. A partir de debates e oficinas, vamos articular reflexão crítica e experiências concretas de organização e comunicação, fortalecendo a capacidade de disputar imaginários e de abrir espaços para a circulação de ideias assentadas na defesa dos direitos e da democracia. O curso é gratuito e será realizado de 6 a 8 de novembro de 2026, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza (CE).

Início 6 de novembro de 2026
Término 8 de novembro de 2026
Inscrição Gratuita

Conteúdo do curso

Dia 1 - Sexta-feira - 6 de novembro
19 h — Mesa de abertura: A estratégia de avança da extrema direita na América Latina e como virar o jogo

A “batalha cultural” tornou-se um terreno estratégico da disputa política contemporânea. A extrema direita tem ampliado sua capacidade de mobilização a partir da produção de narrativas, da exploração de conflitos sociais, da circulação de desinformação e da disputa por valores, identidades e afetos. Na América Latina, esse processo combina dinâmicas nacionais com estratégias transnacionais. A mesa pretende discutir as bases desse avanço, suas particularidades no continente e os caminhos para construir uma resposta democrática e popular capaz de disputar corações e mentes.

Convidadas/os:

>> Valeria Di Croce - Jornalista, escritora e professora universitária argentina. Autora do livro “La Arca de Milei” (Futurock Books, 2024)

>> Pedro Telles - Diretor do Democracy Hub (D-Hub), professor da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV RI) e senior fellow em Equidade Econômica e Social na London School of Economics and Political Science (LSE)

>> Jones Manoel - Professor de história, comunicador, escritor e ativista

>> Mayra Lima (DiraCom) - Doutora em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), jornalista e integrante do DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia

Dia 2 - Sábado - 7 de novembro

9 h — Mesa 2: Como a extrema direita está ganhando a juventude — e o que fazerb>


No Brasil, segundo a pesquisa “Juventudes: Tarefa Pendente” (2025), da Fundação Friedrich Ebert, 38% dos jovens (15-29 anos) se declaram de direita, sendo 17% de extrema-direita, enquanto apenas 18% se identificam com a esquerda. Redes sociais, plataformas digitais, influenciadores, humor, estética, games e comunidades online são utilizados pela extrema direita para produzir identificação, pertencimento e engajamento junto à juventude. Como compreender esse fenômeno? Quais linguagens e estratégias podem ser construídas para disputar esse público e ampliar a participação política democrática?

Convidadas/os:
>> Mércia Alves - Pesquisadora do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), atuando no Núcleo de Direito e Democracia. Professora de graduação e pós-graduação na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
>> Biana (DiraCom) - Integrante do DiraCom, do projeto organica.social e da Rede pela Soberania Digital. Pesquisadora e mestranda em Antropologia Digital pela Universidade de São Paulo (USP)
>> Angela Abuk - Travesti-negra-viva, cria da Sapiranga e graduanda em Ciências Sociais pela UFC. É Coordenadora do Núcleo de Estudos em Antropologia Visual, Gênero e Oralidade (LEO-UFC). Integrante da Fúria Juventude Ecossocialista
>> Léo Suricate - Agitador cultural, influenciador digital e militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) (a confirmar)
>> Beatriz Mariano - Jovem técnica em agropecuária egressa da Escola Família Agrícola Dom Fragoso, dirigente e coordenadora do Coletivo de Juventudes e Cultura do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) do Ceará e integrante da Rede Estadual de Juventudes da Cáritas


11h — Mesa 3: O papel do jornalismo e da comunicação popular na disputa política

Em um ambiente marcado pela concentração dos meios de comunicação, pela crise do modelo tradicional de jornalismo e pela centralidade das plataformas, o jornalismo profissional e a comunicação popular são fundamentais para produzir informação capaz de alcançar públicos amplos e fortalecer a democracia. A mesa reúne experiências do jornalismo profissional, da comunicação popular, dos movimentos sociais e de iniciativas independentes para discutir limites, possibilidades e estratégias de construção de uma comunicação contra-hegemônica.

Convidadas/os:
>> Samira Castro - Presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
>> Ivan Moraes - Jornalista, integrante do DiraCom.
>> Aline Lima - Integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
>> Luan Tremembé - Integrante da coordenação da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor)
>> Kamila Fernandes - Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), doutora em Comunicação pela Universidade do Minho (Portugal) e realizadora do podcast “As Cunhãs”


14h — Roda de conversa: Como barrar a extrema direita? Iniciativas dos movimentos sociais

Espaço para que organizações, coletivos e movimentos sociais apresentem experiências concretas de enfrentamento à extrema direita, identificando iniciativas que funcionaram, dificuldades encontradas e possibilidades de articulação.

Questões disparadoras:
>> Qual avaliação sobre os temas mobilizados pela direita que afetam as pessoas?
>> Que estratégias têm conseguido mobilizá-las e disputar valores, afetos e imaginários?
>> Como combinar o enfrentamento à extrema direita nas redes e nos territórios?
>> Que alianças sociais e políticas são necessárias para reverter esse quadro?


17h — Mesa 5: Políticas para enfrentar o poder das plataformas

As plataformas digitais passaram a ocupar posição estratégica na organização da vida social, na circulação de informações e na disputa política. Seu poder econômico e comunicacional envolve controle de dados, algoritmos, infraestrutura, publicidade e formas de moderação e distribuição de conteúdos. A mesa discutirá as políticas necessárias para garantir direitos, democracia, diversidade e transparência por meio da regulação, bem como capacidade de construção de soberania digital.

Convidadas/os:
>> Helena Martins (UFC) - Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e integrante do DiraCom
>> Jamila Venturini - Diretora Executiva da organização latino-americana Derechos Digitales
>> Jonas Valente – Professor do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC), pesquisador do Oxford Internet Institute e integrante do DiraCom
>> Cacique Roberto Anacé – Liderança do povo indígena Anacé (a confirmar)

Dia 3 - Domingo - 8 de novembro

10h — Oficinas de mobilização e comunicação criativas

Para passar da análise à ação, duas oficinas serão realizadas simultaneamente para debater e propor estratégias de produção de campanhas e conteúdos com vistas à disputa de narrativas no cotidiano, tanto online quanto offline. As oficinas funcionarão simultaneamente, de modo que participantes escolherão uma linguagem.

Oficina 1 — Oficina de Narrativas – Teoria e Prática para produção no YouTube
>> Thiago Guimarães - Roteirista, videomaker e criador do canal @OraThiago no YouTube. Integrante do DiraCom
Ementa: compreender o funcionamento da disputa de narrativas no YouTube e experimentar estratégias de produção, posicionamento e circulação de conteúdos voltados à mobilização e comunicação criativa
Oficina 2 — Mobilização com intervenção urbana
>> Marquinhos Abu – Consultor em arte e educação, grafiteiro e integrante do Coletivo Aparecidos Políticos
Ementa: pensar a cidade como espaço de disputa narrativa, explorando cartazes, intervenções, ações de rua, ocupação simbólica do espaço público e outras formas de mobilização e comunicação criativa.

Inscrições

As inscrições para este curso estão abertas. Para participar, acesse o Ambiente de Formação DiraCom e faça sua inscrição.

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